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  • Gabriela De Laurentis

Experimentando com a Impressão Botânica

Actualizado: 22 de abr de 2018



No Brasil e mundo afora a impressão botânica ou ecoprint vem ganhando espaço e novos adeptos. Seja através de marcas de moda natural e consciente como Flávia Aranha e o Studio Trinca, entre outras, ou através de centros de ensino e venda de tingimento natural como a Etnobotanica, a Mattricaria, por exemplo.


Na Argentina, Eugenia Zoia, nascida em Buenos Aires, após se formar em Design de Vestuário na Universidade de Buenos Aires, fundou a JARDIN ESTAMPAS em 2014 com o desejo de criar e crescer em uma boa relação com o meio socioambiental e procura trabalhar de forma natural. O projeto é inspirado pelo excelente trabalho das culturas originais, que criaram e aprofundaram o mundo de corantes naturais.

Além da produção própria, dá cursos de impressão botânica no espaço compartilhado, o Forma Taller, no bairro de Belgrano em Buenos Aires.


As roupas são feitas de forma tradicional, desde a seleção de tecidos e a elaboração de padrões até o corte e o desenvolvimento de estampas. Ao longo do processo, cada peça adquire sua impressão, é formada entre mãos humanas; é por isso que não há dois iguais! A preparação das peças é realizada em oficinas previamente supervisionadas, buscando promover projetos independentes, valorizar os negócios e fortalecer os laços comunitários.


As matérias-primas utilizadas provêm de têxteis reciclados e depósitos excedentes, lojas antigas ou descartes da indústria têxtil convencional, tecidos ou roupas desprotegidas são resgatados, para dar-lhes nova vida, aproveitando-os ao ampliar seu uso. Por sua vez, os resíduos têxteis gerados nela são reutilizados em série de novos produtos.


A JARDIN não só fabrica seus próprios corantes e sabões, mas também recicla ferramentas de impressão para reduzir o impacto negativo sobre o meio ambiente. As estampas são inspiradas por natureza e roupas são coloridas à mão com corantes naturais derivados de vegetais diferentes, como cascas de cebola, chá preto, erva-mate, índigo, noz, tara, milho roxo, álamo, folhas frescas de árvores locais e pétalas de flores, entre outros. Todos os materiais utilizados na fabricação dos corantes não são tóxicos. A experimentação e busca de novos materiais é constante, assim como a surpresa diante das novas cores!

Fonte e foto: https://www.jardinestampas.com.ar

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